O que acontece quando fazemos tudo que o cliente pede; o caso Nissin


Terrível desastre visual que acontece quando um designer segue cada solicitação do cliente.

Designers e seus clientes nunca se entenderão. E isso é bom. Quero dizer, vamos enfrentá-lo, os designers têm uma forma maior de compreensão do seu ofício e (geralmente) quanto mais marcas lhes dão liberdade, melhores são os resultados de suas colaborações.


Um tweet recente da marca japonesa Nissin Cup Noodles é um exemplo perfeito do terrível desastre visual que acontece quando um designer segue com cada solicitação de cliente.

O tweet incluiu uma imagem para sua campanha de marketing, acompanhada de uma mensagem, "Por favor, permita-nos um momento, enquanto corrigimos alguns erros trazidos pelo cliente. Eles dizem que não tem queijo o suficiente ... "

O anúncio, em seguida, recebeu inúmeras instruções, explicando todos os detalhes que tinham que ser "melhorados ".

A única coisa mais divertida que as notas absurdas é o resultado final que você definitivamente deve ver.

Esta foto aparentemente casual iniciou uma forte tempestade no Twitter do Japão 


Foi recentemente tweetado por uma empresa japonesa chamada Nissin Cup Noodles

No entanto, eles decidiram que a imagem precisava de melhorias, "Por favor, permita-nos um momento, enquanto corrigimos alguns erros trazidos pelos clientes. Eles dizem que não tem queijo o suficiente ... "


Suas primeiras edições levaram a isso, mas claramente não era legal o suficiente

Minha tradução para português. :D


Então foram feitos pedidos perfeitamente "mais razoáveis" e o absurdo assumiu o controle total da situação


Finalmente, apresentamos a vocês o anúncio sobre o qual adicionamos todos os sonhos da marca, mas que nem todo designer gostaria de produzir.


Mais informações: Twitter  (tradução em inglês: Kimiko Foo para  designtaxi )

Esse texto foi publicado originalmente em https://www.boredpanda.com/ridiculous-client-requests-photoshop-edits-nissin-cup-noodle/

...

Semana passada o designer Kadu Lombarde iniciou uma discussão sobre ouvir o cliente lá no grupo do Design Gráfico no facebook e ao ver esse caso da Nissin eu voltei ao assunto resolvi escrever um pouco sobre isso.

No empreendedorismo eu aprendi uma coisa chamada empatia, que significa se colocar no lugar do outro, uma tentativa de entender a dor e as emoções do outro. Existem também uma técnica chamada rapport que conheci lendo um livro de neurociência e que será bem útil no decorrer do texto.

“Rapport é a capacidade de entrar no mundo de alguém, fazê-lo sentir que você o entende e que vocês têm um forte laço em comum. É a capacidade de ir totalmente do seu mapa do mundo para o mapa do mundo dele. É a essência da comunicação bem-sucedida.” – Anthony Robbins

Vamos concordar que existem clientes cuja criatividade muitas vezes supera a nossa. Há também os clientes que dominam tanto quanto a gente o que querem e vem com um objetivo bem definido, claro, o que torna mais rápido a execução e a elaboração do projeto.

Mas e quando o cliente não entende nada de design?

A conversa nunca deveria começar por aí e sim em tentar entender o real problema do cliente, eu por exemplo não sei nada de odontologia, nem me importa saber, só quero que o dentista foque no meu problema. Saber ajuda ou atrapalha? Em alguns casos ajuda em outros atrapalha, por isso precisamos ser empáticos o tempo inteiro, para sentir o que o cliente quer, muitas vezes ele não fala, mas expressa.

O cliente na maioria das vezes não vai entender nada ou quase nada de design, por outro lado ele manja muito do mercado que ele atua e dos clientes que ele atende (ou pelo menos deveria),e é disso que a gente precisa, de informações sobre os negócios do cliente. Como o trabalho vai ajudar nas vendas? Qual o posicionamento desejado para a marca? 

O cliente tem sempre razão

Será? Você conhece o caso da Apple? Bom, dá uma lida sobre isso no google.

Isso não é fácil, agora enquanto escrevo este post estou fazendo um cartão de visitas para um colega, ele me pediu para adicionar mais de 10 informações em um simples cartão, vou ignorar? Falar que é vago? Não né, sempre encontro uma forma lógica de dizer porque aquilo não funciona. 

É preciso moderar o tom da conversa nessa parte pra não parecer que queremos saber mais do que eles sobre o próprio negócio. É nessa hora que os dados devem falar mais alto que os gostos, na real é o cliente do cliente que vai direcionar o projeto, é sobre eles que devemos estudar e pesquisar. É eles que irão consumir a nova marca, usar o site novo, é eles que compram do seu cliente. Tá entendendendo o que quero dizer?

Os estudos de Experiência do Usuário mostram que os designers devem entender cada vez mais de negócios, de como os pontos se ligam. Porque as vezes a gente acha que o nosso trabalho irá fazer uma puta diferença no negócio dele e nem sempre é assim, o cliente tem trocentas preocupações e estratégias rodando para garantir a boa imagem e funcionamento de uma empresa. Entender onde a gente está no meio disso tudo e onde o cliente quer chegar é que é a chave da questão. Compartilhar a meta, entende?

Esse caso da Nissin é o outro extremo, onde o designer faz tudo que o cliente pede sem excitar e acaba acontecendo situações como essas, uma cabeça fora de proporção pra citar pouco.

A marca japonesa Nissin Cup Noodle se divertiu com esta campanha engraçada de mídia social, foi feito em um dos seus cartazes para atender às demandas extremamente estranhas (bota estranha nisso).

Aqui entra uma outra discussão, até que ponto esses pedidos são aceitáveis? O que fazer numa situação dessas na qual a gente não concorda ou não vem de encontro com nossos valores de trabalho? Designer tem que ter valores? Um outro post eu falo mais sobre isso.

Comenta abaixo o que você achou sobre esse caso da Nissin e o que faz para ter um bom relacionamento com seus clientes.

Alguns links úteis para ler sobre o assunto aqui no Designer de Respeito, UX DesignNielsen Norman Group e...o podcast do aparelho elétrico sobre críticas: http://aparelhoeletrico.com/podcast/podcast-e-possivel-ser-imune-criticas/
O que acontece quando fazemos tudo que o cliente pede; o caso Nissin O que acontece quando fazemos tudo que o cliente pede; o caso Nissin Reviewed by juca des1gn on 31 janeiro Rating: 5
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