Entendeu ou quer que eu desenhe?


O que meus desenhos de infância dizem sobre mim

Às vezes a gente confunde empolgação com profissão, a gente se empolga com uma nova área do conhecimento, a gente se empolga com uma oportunidade de negócio sem antes experimentá-la de fato, tem horas da vida que a gente se empolga até com a que ‘paga mais’. A gente se empolga tanto com os sonhos dos outros que acabamos diminuindo ou excluindo os nossos.

Eu queria ser arquiteto
Eu nasci e me criei dentro de obra, boa parte da família do meu pai e da minha mãe são pedreiros, eletricistas, azulejistas e meu pai acabou na pintura. Agente cresceu aprendendo a pintar casas, eu e meus irmãos.

Eu adorava as casas enormes de condomínios, eram bonitas e cheias de formas, fui me interessando pelas plantas arquitetônicas das casas, sempre xeretando nos porões empoeirados onde ficavam guardados as papeladas da construção. Eu adorava o fato de poder estar ali, mesmo que como pintor. Não passou 2 meses e eu já estava copiando algumas casas das revistas velhas de construção que meu pai tinha (copiei muito até aprender sobre ponto de fuga).

No quintal de casa eu projetava castelos de dois andares com bambu e arame, fiz casas na árvore, mapas de trilhas. Eu tinha inúmeros projetos. Meu pai sempre dizia que eu levava jeito para o desenho e que eu deveria fazer arquitetura, eu comprei a ideia, me demiti da loja que trabalha e me inscrevi em um curso de design de interiores já pensando na arquitetura, esse era o plano, eu queria ser arquiteto.

Eu queria ser design de interiores de containers
O tempo passou e o curso foi caminhando para o final, eu peguei muito gosto pelas aulas de ergonomia e desenho técnico como já era de se esperar, eram minhas matérias favoritas, eu comecei a gostar do design do que arquitetura.

Eu já não estava mais na vibe da arquitetura, os projetos eram muito caros, bem maiores e mais demorados de executar do que o design de interiores e , nem desenhava mais tantas casas assim, passei a desenhar mais ambientes, objetos e interfaces digitais (Interfaces? calma, eu vou explicar). Na mesma época eu conheci o container como proposta de moradia, pirei, aquilo me encantou de tal maneira que eu não conseguia pensar em outra coisa a não ser containers, lojas containers, casas containers.

Eu me apeguei ao formato daquelas coisas, o como algumas eram confortáveis de ver, fáceis de usar, sentir. Eu precisava fazer alguma coisa pelos containers, faria pós, phd e o que mais tivesse sobre o assunto, eu queria ser design de interiores de containers. Só.

Não, talvez eu deva fazer marketing
2 anos antes disso tudo acontecer eu recebi um convite para colaborar em um projeto literário que mudaria minha vida para sempre, lá eu era entre muitas coisas o responsável por cuidar do site e análises das tendências do marketing digital.

O marketing digital e a publicidade online me chamaram atenção. Fui pesquisar um pouco mais sobre a área e descobri um gênio, Conrado Adolpho, era e é o cara da internet pra mim, a rapidez que ele pensava e qualidade de seus conteúdos me encantaram, eu estava cada vez mais apaixonado pelo assunto de marketing digital.

Passava mais tempo pesquisando sobre marketing e empreendedorismo do que design de interiores. Pra mim era um sinal, talvez eu devesse pensar mais no assunto marketing digital, talvez… Eu deveria fazer marketing digital!

Descobri que era empreendedor
Com 3 ou 4 meses de curso finalizado, minhas pesquisas sobre marketing digital continuavam, a única coisa que não continuou foi o desejo de ser marqueteiro. O Conrado me ensinou algo muito além do marketing digital ou SEO, ele me ensinou a pensar como empreendedor, tudo que ele dizia fazia sentido pra mim.

Eu parei, pensei em tudo que havia feito até ali e boa parte eram atitudes empreendedoras, eu havia acabado de conhecer o termo. Os projetos começaram a brotar, expandi minhas ideias na internet, comecei a testar modelos de negócios, essa era a nova pegada. Testei de loja de gravata online até vender tapioca na rua (em outro artigo eu explico mais).

Passava horas e horas, noites, dias, semanas assistindo tudo que havia na internet sobre empreendedorismo, acompanhei a Bel Pesce, Flávio Augusto, Erico Rocha, Conrado Adolpho e outros menos expressivos. Não tinha mais volta para mim, eu queria ser empreendedor. Ponto.

Eu já desenhava sites
Esqueci de citar que eu comecei a desenhar sites no mesmo dia em que comecei o design de interiores, sério, foi exatamente no mesmo dia, enquanto os professores se apresentavam sobrava tempo para desenhar um site aqui outro lá. :P Esqueci também que empreendedor não era profissão, era comportamento, era mais como um estilo de vida. Profissão empreendedor? Cancelado!

Como eu era dono dos meus testes, eu mesmo fazia o modelo de negócio, preparava as imagens para as redes sociais, desenhava os sites, modificava os códigos html, escrevia alguns conteúdos… tudo que eu aprendia de novo na internet sobre negócios digitais eu aplicava nos meus projetos. Mas faltava uma coisa e você já deve saber o que é… foco, sim, eu sei disso. Me faltou muito foco!

Talvez eu levasse mesmo jeito para o desenho
A verdade é que meu pai tinha razão, talvez eu levasse jeito para o desenho, foi a única coisa que não mudou em todo esse tempo, meu hábito de desenhar diariamente e pensar em novos projetos. Até hoje é assim, todo dia eu rabisco alguma coisa. Aprendi uma coisa:

Design não é pra mim uma profissão, é TESÃO!
Desde o design de interiores, o design de interface, o design gráfico, design digital, design, design… o design sempre esteve presente em mim e eu tenho uma consideração imensa por essa área. Aqueles desenhos do meu 1° dia de aula do curso persistem até hoje, diria até mais intenso. Meu quarto tem desenhos colados pelas paredes.

Conclusão

Eu poderia terminar este artigo com uma única decisão, qual profissão eu escolhi, mas não tenho essa decisão ainda. A única coisa que tenho certeza é que não vai durar pra sempre, pois eu gosto de testar coisas.

A vida é para mim um grande laboratório onde vivo pra testar coisas, uma composição de cor aqui e outro negócio digital ali.
Quando erro vai tudo pelos ares, mas é só arrumar tudo e começar os testes novamente de um jeito diferente. Testo rock com negócios, testo comida com experiências digitais, testo diversão com leitura. E se misturar tudo? Acontece uma explosão que se dá o nome de Juca.

Até o próximo artigo!
Entendeu ou quer que eu desenhe? Entendeu ou quer que eu desenhe? Reviewed by juca des1gn on 09 janeiro Rating: 5
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